América Latina moveu US$ 1,5 trilhão em criptomoedas nos últimos 3 anos, grande parte em stablecoins de dólar, revela relatório

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América Latina: US$ 1,5 Trilhões em Cripto, Liderados por Stablecoins
Um relatório da Rain revela que a América Latina movimentou US$ 1,5 trilhão em criptomoedas nos últimos três anos, com a maior parte desse volume em stablecoins atreladas ao dólar. A adoção é impulsionada por três forças principais, mas cada país apresenta motivações distintas.
Forças da Adoção Regional
- Instabilidade Cambial: Em países como Argentina e Bolívia, as stablecoins servem como proteção contra a hiperinflação e a desvalorização da moeda local, oferecendo acesso direto ao dólar.
- Altas Taxas e Fricção: As stablecoins reduzem custos de remessas internacionais em até 92% e aceleram a compensação, superando os serviços tradicionais.
- Acesso Bancário Limitado: Cerca de 122 milhões de latinos não têm conta bancária, e as criptomoedas oferecem uma alternativa financeira inclusiva.
O Caso Brasileiro
O Brasil se destaca por ter o mercado de stablecoins mais avançado da região, com 90% do volume cripto do país vindo desses ativos. Diferente de outros países, a adoção no Brasil não é motivada por inflação, mas sim por:
- Atividades Comerciais: Uso em importação, exportação e serviços remotos para reduzir spreads cambiais e atrasos.
- Integração com o Pix: A popularidade do Pix cria uma base para a integração com stablecoins.
- Avanços Regulatórios: A regulação para VASPs e a classificação de transferências internacionais como câmbio impulsionam o setor, embora um possível aumento do IOF possa reduzir as vantagens.
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