Brasileiros declaram R$ 1 trilhão em stablecoins em pouco mais de seis anos

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Brasileiros Declaram R$ 1 Trilhão em Stablecoins
O apetite dos brasileiros por stablecoins atingiu um novo patamar. Dados da Receita Federal mostram que, entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram declarados R$ 1,13 trilhão em transações com essas criptomoedas, representando 71,7% do volume total de criptoativos movimentado no período.
- Stablecoins dominam 80% do mercado mensal de cripto no Brasil.
- USDT da Tether é a favorita, com 88,7% do volume declarado.
- Governo estuda taxar operações com stablecoins com IOF de 3,5%.
A Dominância da USDT
A stablecoin atrelada ao dólar americano, USDT, é a grande campeã. Sozinha, respondeu por R$ 1 trilhão em transações, ou 88,7% de todo o volume de stablecoins. Em segundo lugar vem a USDC (7,1%), e em terceiro, a brasileira BRZ (3,4%), atrelada ao real.
Por Que Tanta Procura?
A alta demanda se explica pela facilidade de dolarizar o patrimônio sem burocracia. Além disso, essas criptos são usadas em operações de câmbio e, por enquanto, escapam do IOF, barateando o envio de dinheiro ao exterior. Essa vantagem, porém, pode acabar: o governo estuda cobrar uma alíquota de 3,5% sobre essas transações.
Outros Destaques do Mercado
- Regulação em pauta: A Câmara dos Deputados realiza audiência pública para discutir o PL 4.308/2024, que cria um marco regulatório para stablecoins no Brasil.
- Trump e cripto: O relatório financeiro de Donald Trump revela que ele recebeu US$ 300 milhões ligados à World Liberty Financial, além de investimentos em Coinbase, Strategy e uma carteira com Bitcoin, Ethereum e USDC.
- Binance na mira: A exchange e seu fundador, Changpeng Zhao, enfrentam um processo de US$ 200 milhões no Reino Unido, movido por quase 1.700 investidores que alegam oferta de produtos de alto risco sem autorização.
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