Lagarde, do BCE, defende o euro digital como resposta europeia ao domínio das stablecoins em dólar

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BCE defende Euro Digital contra domínio das stablecoins em dólar
Christine Lagarde, presidente do BCE, está promovendo o euro digital como a principal estratégia europeia para combater a influência das stablecoins atreladas ao dólar, que dominam o mercado com uma capitalização de US$ 317 bilhões, contra menos de US$ 1 bilhão das stablecoins em euro.
- Lagarde critica stablecoins em euro como frágeis e ineficientes.
- BCE alerta que stablecoins em dólar consolidam o poder monetário dos EUA.
- Euro digital deve começar a ser testado apenas em 2027, com lançamento previsto para 2029.
Por que o BCE rejeita stablecoins privadas?
Em discurso recente, Lagarde argumentou que stablecoins em euro são vulneráveis em crises de mercado e podem prejudicar a transmissão da política de juros do BCE. Ela citou o descolamento da USDC durante o colapso do Silicon Valley Bank em 2023 como prova de fragilidade estrutural.
A diretora do BCE, Isabel Schnabel, reforçou que o domínio das stablecoins em dólar amplifica a influência americana, não por mérito econômico, mas por efeitos de rede e vantagem de pioneirismo.
O plano do euro digital e a reação do mercado
O euro digital está em desenvolvimento, com um piloto previsto para o segundo semestre de 2027 e lançamento apenas em 2029. Lagarde defende que a moeda usará infraestrutura europeia, reduzindo dependência de gigantes como Visa e Mastercard.
Enquanto isso, o setor privado não espera. Dez grandes bancos europeus (BNP Paribas, ING, UniCredit) formaram o consórcio Qivalis para lançar uma stablecoin em euro, enquanto a EURC da Circle já detém mais de 50% do mercado, impulsionada pela regulamentação MiCA.
Divisão interna na Europa
A posição de Lagarde contrasta com a Comissão Europeia e governos como o da França, que veem stablecoins em euro como ferramenta para fortalecer a moeda. Um relatório da Blockchain for Europe alerta que as regras da MiCA podem expulsar empresas do setor, enquanto membros do Bundesbank defendem que tanto depósitos tokenizados quanto stablecoins são "cruciais" para o futuro financeiro do bloco.
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